Terminada a nossa viagem, é possível fazer uma avaliação das estradas pelas quais passamos.
Nossa viagem se iniciou em Blumenau (SC), passando pelas cidades de São Paulo (SP), Caraguatatuba, Paraty (RJ), Angra dos Reis, Petrópolis, Vitória (ES), Porto Seguro (BA) (centro, Arraial D´ajuda, Trancoso), Belo Horizonte (Mg), Ouro Preto, Congonhas, Tiradentes, São João Del Rei e já no retorno, por São Paulo (SP) novamente.

No mapa acima é possível ver a rota percorrida através da gravação do trajeto com o nosso GPS.
Pedágios
Um fato marcante nessa viagem foi a grande quantidade de praças de pedágio em construção, indicativo da recente leva de rodovias privatizadas. Felizmente os últimos editais de concessão privilegiaram a oferta de menor valor da tarifa ao invés de maior valor pago pela concessão. Isso se traduziu em tarifas relativamente baixas (em torno de R$ 1,10 / R$ 1,50). Comparado ao custo das rodovias privatizadas anteriormente (R$ 6,00, R$ 8,00, etc), é um custo relativamente baixo pelo serviços oferecidos. É notável a melhoria na condição das estradas, principalmente na Régis Bittencourt (Curitiba – São Paulo). Sem contar que podemos contar com os serviços de emergência (guincho, ambulâncias e… banheiros!!!).
Na Régis Bittencourt (BR 116) pegamos quase todos pedágios com passagem livre, mas na volta alguns já estavam ativados. A previsão é que meio logo todos estarão funcionando, tanto na Régis quanto na Fernão Dias (BR 381).
As Estradas Principais
Por principais considero as grandes rodovias. Passamos pelas seguintes:
BR 101 – Joinville (SC) até Garuva (SC): Rodovia duplicada ainda na gestão do Fernando Henrique ainda está em boas condições, principalmente agora que uma concessionário assumiu sua manutenção.
BR 376 – Garuva (SC) até São José dos Pinhas (PR): Rodovia também duplicada mas exige uma boa dose de atenção por ser um trecho de serra. A descida (sentido Curitiba –> Garuva) se torna muito perigosa a noite, principalmente com chuva e neblina (como pegamos na volta). Já passei por essa estrada inúmeras vezes, mas mesmo assim não deixo de ter muita atenção na descida.
BR 116 – Contorno Sul entre São José dos Pinhais e Quatro Barras no Paraná. É uma obra de alguns anos atrás que facilitou muito a vida de quem vai do sul para o sudeste e vice-versa, além de descongestionar a entrada de Curitiba. Estrada em ótimas condições, mas a noite exige muita atenção devido ao alto tráfego de caminhões. (obs: não coloquei o link do Google Maps pois esse contorno consta como “em construção” e não esta completo no Google Maps)
BR 116 – Quatro Barras (PR) até São Paulo: esse trecho até alguns anos atrás era terrível, com muitos desvios e buracos. Recentemente privatizado, melhorou tremendamente, permanecendo com apenas um trecho ruim entre Miracatu (SP) e Juquitiba(SP). A manta asfáltica nesse trecho até que está boa, mas é um trecho não duplicado e com intenso movimento de caminhões.
BR 101 – Paraty (RJ) até Angra dos Reis (RJ): trecho ruim em pista simples. Muitos buracos e a estrada tem enormes depressões que fazem com que os carros “sumam” para quem vem no sentido contrário. Por isso a atenção deve ser redobrada nas ultrapassagens.
BR 116 – Piraí (RJ) até Belford Roxo (RJ): ótima estrada, mas exige atenção por passar em uma serra. Nesse trecho temos uma ótima vista da região da Serra das Araras.
BR 101 – Casimiro de Abreu (RJ) até Eunápolis na Bahia: Trecho razoável, intercalando trechos ótimos travessias urbanas ruins no Espírito Santo. Segundo a Julye que já havia passado por essa rodovia, o trecho após a divisa do ES com a BA melhorou muito.
BR 116 – Teófilo Otoni (MG) até Governador Valadares (MG): Típica BR: pista simples, buracos, desvios, tráfego intenso de caminhões. Desagradável.
BR 381 – Lavras (MG) até São Paulo (SP) conhecida também como Fernão Dias: estrada privatizada recentemente com vários pedágios ainda em construção. A estrada está impecável, mas com isso o pessoal está abusando um pouco. Nesse trecho de +/- 350 Km vimos 6 acidentes, a maioria deles por pura bobagem, como entradas em alta velocidade em curvas, etc.
Estradas secundárias
Irei listar aqui algumas estradas que merecem comentários.
SC 413 – De Guaramirim até Joinville (Estrada do Arroz): É uma estrada pouco conhecida ainda, que corta um bom caminha para quem está indo de Jaraguá do Sul ou Blumenau para Joinville (ou o contrário). É uma rodovia de pista simples, mas em ótimas condições. Obs: No Google Maps a entrada em Guaramirim ainda não aparece corretamente. Quando você estiver trafegando pela BR 280, procure por uma placa que indica Vila Nova e/ou Joinville.
SP 070 – De São Paulo até São José dos Campos (Rod. Ayrton Senna/Rod Gov. Carvalho Pinto): estrada excelente. Sonho de qualquer motorista!
SP 090 – De S.J. Campos até Caraguatatuba (Rodovia dos Tamoios): em condições razoáveis. Muitos trechos de travessia urbana. Possui um trecho de serra com curvas MUITO sinuosas. A vista deve ser linda, mas como o tempo estava fechado não vi nada!.
RJ 165 – De Paraty (RJ) até Cunha (SP): Considero esse o trecho mais importante de nossa viagem, não pelo que fizemos nele, e sim pelo que não fizemos! Nossa idéia inicial era de ir de Paraty para Minas Gerais e depois para a Bahia. Sabíamos que era um trecho de terra e seria complicado, mas não tanto! Quando começamos a subir, me senti em Blumenau durante a enxurrada que destruiu a cidade ano passado: buracos, deslizamentos, caçambas descendo com barro. Chegamos em um ponto onde vários operários estavam trabalhando fazia duas semanas já para desbloquear a estrada. Não tinha como passar.Como o contorno seria muito grande resolvemos então mudar completamente a rota inicial: rumamos para Bahia para somente depois irmos para Minas Gerais.
RJ 122, RJ 116, RJ 142 – De Teresópolis para Casemiro de Abreu (RJ): Nossa segunda pior escolha em termos de rota (a primeira foi escolher passar no meio de Belford Roxo (RJ) para cortar caminho para Petrópolis). Pensei que estaria cortando caminho, mas não sabia que a estrada era tão tortuosa e com tanto sobe e desce. É um trecho que parece que não acaba mais. A maior parte da estrada é boa, apenas o trecho correspondente a RJ 122 está ruim. Por todo esse caminho existem poucos postos de combustíveis e paradas para lanche.
BR 418 – De Teixeira de Freitas (BA) até Teófilo Otoni (MG): Que trecho chato! A estrada está boa, mas você não vê nada além de fazendas, mato e serra. Outra estrada que parece que não acaba nunca. Atenção: entre nela abastecido. existe apenas um posto no caminho.
BR 265 – De São João Del Rei até Lavras (MG): Com certeza, a pior estrada pela qual passamos! Nunca havia visto tanto buraco em uma BR. E não são buraquinhos. São “senhores” como esse:
Nem toda reta é reta!
Apesar de não ser a minha primeira viagem longa, confesso que fiz algumas marrecagens. Olhando no mapa alguns trechos pareciam ser atalhos e se revelaram verdadeiros atrasos de viagem. Um problema dos mapas é que como estão em escala reduzida não conseguem demonstrar toda a sinuosidade das estradas. Recomendo que ao planejar uma viagem você verifique no Google Maps todo o roteiro em zoom bem aproximado para que você tenha certeza por onde irá passar.
Muitas vezes o caminho que a princípio parece mais longo se revela mais rápido pois não passará por tantas áreas urbanas ou trechos sinuosos.