Nosso objetivo era ir até São Tomé das Letras e seguir pelas cidades históricas de Minas e, ao final, chegar a Arraial d’Ajuda.  Como a estrada para Cunha estava fechada por causa da queda de uma barreira, seguimos em direção a Angra dos Reis.  Já que a previsão é de chuva até sábado, com sol somente da Bahia para cima, decidimos inverter a ordem dos fatores, trocando o roteiro de ida pelo de volta.  Decidimos ir a Petrópolis primeiro, depois até Arraial para, só então, retornar por Minas.

Almoçamos na Casa do Mamão, um posto de combustíveis em Piraí, “a terra da macadâmia”.  Para minha frustração, o preço da macadâmia era o mesmo de Blumenau. 

A estrada para Petrópolis é muito bonita e encontramos um tesouro numa parada chamada O Queijão.  Além dos deliciosos queijos mineiros, descobrimos os sorvetes da Garoto:  Talento, Opereta, Batom…   Nossa esperança era encontrar os sorvetes também em Petrópolis, mas sequer conheciam.  Como seguiremos em direção à Vitória (terra da Garoto), esperamos encontrar pelo caminho.   

Em Petrópolis, ficamos na Pousada Casa Pôr do Sol (R$ 110,00 a diária para o casal).  Quando pesquisava para a viagem, descobri que a hospedagem na cidade é cara.  O simpático proprietário, “seu” Manuel, preparou um roteiro com as atrações obrigatórias, mais ou menos as mesmas que já haviamos destacado em nossa pesquisa.

DSC07923 Estacionamos em frente ao Palácio de Cristal para, dali, percorremos as atrações à pé, já que é complicado estacionar na rua e as atrações são próximas umas das outras, em sua maioria.  Visitamos o Palácio de Cristal, que deveria ser muito mais bonito quando ainda era feito de cristal, hoje substituído por outro material.

Seguimos até a Praça 14 Bis, com uma réplica do avião que deu nome à praça.  Nas proximidades se localiza o Museu Casa de Santos Dumont, antiga residência do inventor, aberto à visitação.  É cobrada entrada (R$ 5,00).

 

Em frente à Praça 14 Bis está a Praça da Liberdade, onde encontramos uma vira-latas de chapéu e vestido em uma bicicletinha:  Docinha.  Com seu olhar distante e sem tirar uma das patas do guidom, fiquei aflita pensando que ela pudesse ser uma vítima do trabalho escravo.  Fui confortada pelo Cassio, que disse que Docinha parecia bem cuidada e passamos a encará-la como uma artista de rua.

Atravessamos a Av. Koeler, linda alameda cortada por um canal.  Nela, várias construções antigas, como o Palácio Rio Negro, residência de verão dos Presidentes da República e o Museu da FEB, ambos fechados para reformas.  Ao final, a oponente Catedral São Pedro de Alcântara.  Na esquina da avenida, do outro lado do córrego, a antiga residência da Princesa Isabel, propriedade particular fechada para visitação.

À esquerda da Catedral, a Av. Ipiranga, onde estão a Casa de Rui Barbosa, residência particular fechada a visitação, o Mosteiro da Virgem e a Casa da Ipiranga.  Assim como a residência da Princesa, não há indicação da casa de Rui Barbosa e, assim como as outras atrações da rua, não valem a caminhada.  O Mosteiro é fechado e sua construção não é bonita e a Casa da Ipiranga abre apenas depois das 16:00 horas e, da rua, parece abandonada.

Aproveitamos para almoçar no Restaurante Vegetariano San Te Tang, no Shopping Pedro II, buffet que inclui algumas opções da cozinha oriental adaptadas à dieta vegetariana.  Eu nunca gostei de comida oriental, mas o Cassio adora e dificilmente se encontra essa opção vegetariana.  Para quem não curte, o restaurante oferece outros pratos ovolacto ou veganos.  Os atendentes, orientais, são especialmente simpáticos. 

Depois do almoço, fomos ao Museu Imperial (R$ 8,00), um passeio indispensável.  Em frente, um ponto de charretes (“vitórias”), que fazem um tour pela cidade.  Para quem gosta.

Voltamos para pegar o carro e visitar o Trono de Fátima, com vista panorâmica da cidade e, já que não estávamos pagando penitência, preferimos visitar de carro.  De lá, fomos até a Rua Teresa, local de compras de roupas, espécie de Bom Retiro de Petrópolis.  Não é tão barato assim, mas tem muitas opções.

Passamos no Palácio Quitandinha, antigo cassino que permite a visitação, porém também está fechado para reformas.  Mas vale uma foto externa.

Fomos jantar em Itaipava, Distrito de Petrópolis, famosa pela gastronomia.  Esperávamos um centrinho charmoso, mas encontramos apenas uma avenida ladeada de mini-shoppings.  Paramos no Luka’s e pedimos uma pizza meia tomate seco com rúcula e meia margherita.  Depois de quinze minutos o garçom veio informar que não tinham rúcula nem manjericão!!!!!  Fomos embora e acabamos jantando no Alif, comida árabe e pizza.  Pedimos um couvert de comida árabe, com pão sírio, pasta de berinjela, pasta de grão-de-bico e coalhada (tiramos o kibe cru).  Soubesse que era tão bom, teria pedido apenas isso!

Com a ida a Itaipava, perdemos o show de luz e som no Museu Imperial, que começava às 20:00 horas.  Na próxima, duas coisas a fazer:  assistir ao show e fazer trekking na Serra dos Órgãos.

Endereços:

Pousada Casa Pôr do Sol - R. Binot, 117 - Tel.:  (35) 2248-5399 

Restaurante San Te Tang (Shopping Pedro II) - R. do Imperador, 288

Outras pousadas:

Pousada Cama e Café Petrópolis:  Rua Dr. Edmundo Kemp, 79 – Tel.:  (24) 2248-0534 Albergue Quitandinha:  R. Uruguai, 570 – Tel.:  (24) 2247-9165