Saimos de Caraguá às 08:00 horas e chegamos em Paraty por volta de 11:00 horas.  Descarregamos as coisas na Pousada Lua Nova, que eu já conhecia, tem uma boa relação custo X benefício e fica próxima ao centro histórico.

Fomos dar uma volta no centro até a hora do almoço.  O Cassio ficou impressionado, pois pensava que Paraty era dessas cidades que se denominam históricas mas têm apenas 2 ou 3 prédios preservados.  Das cidades históricas que visitei até agora, é a minha favorita (até agora, porque não sei o que vem pela frente).  Muitos lugares só abrem à noite.

Almoçamos no Grão da Terra, restaurante com opções ovo-lacto e veganas, que fica há duas casas da pousada.  O cardápio do dia era lasanha de berinjela à bolonhesa (de soja) ou quiche de abobrinha e tomate seco, com arroz integral, caldinho de lentilha e salada.  Pedimos um prato de cada para podermos provar dos dois.  Ótimos, mas gostamos ainda mais da quiche.  O restaurante serve ainda sucos variados, com combinações de frutas e hortaliças.  De sobremesa, sorvetes com cardamomo e outros ingredientes inesperados.  Não nos aventuramos nos sorvetes, preferimos garimpar a sobremesa em outro lugar.  O preço é salgado para um PF vegetariano, nossa conta deu R$ 52,00.  No centro histórico descobrimos que este é o preço de filé mignon com vinho argentino para duas pessoas.  É ilusão pensar que comida sem carne é mais barata, mas como em Blumenau não tem e não é sempre que encontramos um restaurante vegetariano, vale a pena.  Voltando ao restaurante, como tem wi-fi, pedimos a senha e o engraçado foi que o proprietário veio perguntar ao Cassio se estava funcionando, em inglês.  Como eu havia previsto, isto aconteceu também na praça, quando um guia veio perguntar de onde ele era, em alemão, ouvindo a resposta em português.  Com essa estampa e como vamos ainda em outros destinos populares entre estrangeiros, certamente acontecerá de novo.  Enquanto não cobrarem de nós três vezes o preço normal, tudo bem.

À tarde, continuamos nossa caminhada pelo centro histórico.  Como as pedras são irregulares, é bom usar um calçado que fique firme nos pés, como uma papete ou tênis.  Fui de Havaianas e ela escorregava às vezes.  No centro tem muitas lojinhas com arte, artesanato, roupas e empórios onde o produto principal é a cachaça.  Até geléia de cachaça se encontra aqui.  Com um mapa encontrado no centro de informações, na entrada da cidade, fica mais fácil saber os nomes das construções, mas encontrá-las é fácil.  Estive lá duas vezes, mas conheci só uma praia.  Desta vez, até tinhamos planejado das uma volta nas praias, mas o mau tempo não ajudou.  Na próxima, já temos o que fazer.  Para quem gosta, também há passeios de barco.

Paramos no Restaurante Coupê, ao lado da Praça da Matriz, onde se localiza a igreja de mesmo nome.  No cardápio, uma iguaria gastro-erótica:  punheta de bacalhau.  Perguntei o que era e a garçonete virou-se para dentro do restaurante e perguntou o que era a tal punheta de bacalhau.  Ainda bem que ela disse o nome completo do prato.  Enfim, estava na seção de “pães e patês”, “ora, pois”. 

O clima estava instável:  nublado, mas quente e choveu no fim do dia.  Passamos no Supermercado Rosado e abastecemos a geladeirinha para o trajeto de amanhã, até São Tomé das Letras.  

Endereços:

Pousada Lua Nova - R. Mal. Deodoro, s/n - Tel.:  (24) 3371-2345/9821-2380

Grão da Terra - R. Mal Deodoro, 10 - Tel.:  (24) 3371-8627

Outras pousadas:

Pousada Marendaz:  R. Dr. Derly Ellena, 09 – Tel.:  (24) 3371-1369
Pousada Solar do Algarve:  R. Derly Ellena, 28 - Tel.:  (24) 3371-1173  
Azaléia Pousada:  Praça João Miranda, 13 – Tel.:  (24) 3371-1409
Pousada Coco Verde:  R. Rua João Luiz do Rosário, 03 – Tel.:  (24) 3371-1039  
Gil’s Suítes:  R. João Claudino, 12 – Tel.:  (24) 3371-6227  
Pousada do imperador:  Av. Nossa Senhora dos Remédios, 27 – Tel.:  (24) 3371-1413  
Pousada Gabriela:  R. Presidente Pedreira, 20 B – Tel.:  (24) 3371-1614/3371-1066
Pousada Parque Imperial:  R. Waldemar Mathias, 41 – Tel.:  (24) 3371-3118