Guia de Geotagging para viajantes – 2a. Parte

clock abril 8, 2009 12:56 by author cassio

Na primeira parte deste artigo, falei um pouco sobre o que é o Geotagging e alguns aparelhos com os quais podemos fazer geotagging.

Nessa segunda parte, mostrarei uma das formas existentes de sincronizar as informações do seu GPS com as fotos que você tirou. Para sincronizar as fotos com o gps você precisará basicamente de:

a) um arquivo GPX com o roteiro que você fez
b) um programa para sincronizar as fotos com o arquivo GPX
c) As fotos!!

Atenção: lembrando o que falei na primeira parte, é impreterível que o horário da câmera esteja o mais sincronizado possível com o horário do seu GPS pois é através do horário que os programas farão a sincronia.

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Guia de Geotagging para viajantes

clock março 1, 2009 09:45 by author cassio

Para quem ainda não conhece essa nova moda da internet, Geotagging  é um termo em inglês junção das palavras “geo”(geografia) e “tag”(etiqueta), ou seja, em uma tradução livre “marcação geográfica” em fotografias. Essa marcação é feita com  a gravação das coordenadas geográficas na foto, em uma área do arquivo destinada a manter as suas informações(data e hora, modelo da câmera, etc) mas que de forma alguma estraga a foto. Essa posição pode ser visualizada através de programas específicos ou usadas automaticamente por alguns sites de compartilhamento de fotos, como o Flickr e o Panoramio(que é essencialmente um site de fotos geotaggeadas).

Em nossa viagem recente para Paraty, Petrópolis, Arraial D’Ajuda, Porto Seguro, Trancoso, Ouro Preto, Tiradentes tivemos uma atenção especial para com o registro da localização das fotos, já que passaríamos por muitos lugares e depois seria difícil lembrar a localização de cada foto.

Existem várias formas de colocar referências geográficas em uma foto, mas ainda não é uma tarefa trivial (a não ser que você compre uma câmera que já tenha GPS ou a possibilidade de se comunicar com um).

Com esse post pretendo  passar algumas informações de como você pode “geotagear” suas fotos. Como são inúmeras formas de se fazer isso, não tenho a pretensão de esgotar o assunto.

Geotagging não exige um receptor GPS


Você não precisa necessariamente ter um  equipamento de GPS para  colocar as informações geográficas em suas fotos. Você pode colocar as informações procurando as coordenadas através de um mapa(como o Google Maps). Obviamente que você corre o risco de esquecer a localização de uma foto, ou ainda, posicioná-la com imprecisão. Adiante mostrarei como colocar a posição na foto sem buscar a posição em um GPS.

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Balanço das férias - verão/09

clock fevereiro 18, 2009 08:09 by author Julye

Com certeza, essas férias foram condizentes com o que se espera delas.  Apesar do cansaço da estrada, principalmente porque alguns trechos foram longos, das caminhadas pelas cidades, que faziam com que estivéssemos mortos de cansados no fim do dia, do sol que não deu trégua, valeu a pena.  Falando em sol, não podemos nem reclamar dele, tivemos muita sorte.  Desde o ano passado tem dado vários períodos de chuva em quase todo o país, mas conseguimos viajar tranqüilos.  A idéia de inverter a ordem do roteiro nos ajudou.  Fomos à Bahia antes de Minas para arriscar pegar tempo bom na volta, já que lá estava chovendo e não tinha previsão de tempo bom nos dias que seguiriam.  Foi o que aconteceu.  Somente no último dia em Ouro Preto choveu, ainda assim, no fim da tarde.  A chuva só atrapalhou nosso plano de ir a São Tomé das Letras, mas já combinamos que na próxima vez em que formos a Paraty iremos até lá.

Ficamos satisfeitos com o roteiro que escolhemos.  Paraty e Arraial eu já conhecia, mas são cidades a serem visitadas vez ou outra.  Ouro Preto foi uma surpresa muito boa.  Por vários fatores, não apenas pela cidade em si, foi o lugar onde fomos mais felizes. 

Decidimos compartilhar o demonstrativo das nossas despesas para provar como uma viagem dessas pode não custar tão caro como se imagina.  A proposta do blog é justamente esta:  compartilhar nossas experiências com quem procura opções boas e baratas para viajar.  Poderíamos ter gasto menos, mas ainda assim saiu mais barato do que o previsto.  Abaixo de cada post listamos algumas pousadas pesquisadas e que pareceram ser opções baratas.  Não podemos dizer mais sobre elas, se alguém conhecer, fique à vontade para dar sua opinião.



Condições das Estradas

clock fevereiro 12, 2009 01:41 by author cassio

Terminada a nossa viagem, é possível fazer uma avaliação das estradas pelas quais passamos.

Nossa viagem se iniciou em Blumenau (SC), passando pelas cidades de São Paulo (SP), Caraguatatuba, Paraty (RJ), Angra dos Reis, Petrópolis, Vitória (ES), Porto Seguro (BA) (centro, Arraial D´ajuda, Trancoso), Belo Horizonte (Mg), Ouro Preto, Congonhas, Tiradentes, São João Del Rei e já no retorno, por São Paulo (SP) novamente.

rota

No mapa acima é possível ver a rota percorrida através da gravação do trajeto com o nosso GPS.

Pedágios


pedagio Um fato marcante nessa viagem foi a grande quantidade de praças de pedágio em construção, indicativo da recente leva de rodovias privatizadas.  Felizmente os últimos editais de concessão privilegiaram a oferta de menor valor da tarifa ao invés de maior valor pago pela concessão. Isso se traduziu em tarifas relativamente baixas (em torno de R$ 1,10 / R$ 1,50). Comparado ao custo das rodovias privatizadas anteriormente (R$ 6,00, R$ 8,00, etc), é um custo relativamente baixo pelo serviços oferecidos. É notável a melhoria na condição das estradas, principalmente na Régis Bittencourt (Curitiba – São Paulo). Sem contar que podemos contar com os serviços de emergência (guincho, ambulâncias e… banheiros!!!).

Na Régis Bittencourt (BR 116) pegamos quase todos pedágios com passagem livre, mas na volta alguns já estavam ativados. A previsão é que meio logo todos estarão funcionando, tanto na Régis quanto na Fernão Dias (BR 381).


As Estradas Principais


Por principais considero as grandes rodovias. Passamos pelas seguintes:

BR 101Joinville (SC) até Garuva (SC): Rodovia duplicada ainda na gestão do Fernando Henrique ainda está em boas condições, principalmente agora que uma concessionário assumiu sua manutenção.

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São Paulo/SP

clock fevereiro 10, 2009 00:26 by author Julye

A Fernão Dias, que liga Tiradentes a são Paulo, é muito boa.  O problema são os motoristas que não sabem andar nela.  Em um trajeto de aproximadamente 350 Km encontramos 6 acidentes.  Em 4 deles, só havia um veículo envolvido.  Sobre as condições das estradas, há um post específico.    

Nosso objetivo em São Paulo era o turismo de compras, digamos assim.  Nos hospedamos no Uniclass, que fica bem próximo a Rua Santa Efigênia.  A construção é antiga (em reformas), mas é bem localizado, a diária é razoável (R$ 100,00 o casal) e prometia o melhor café da manhã da categoria.  Não sei se é, mas era bom mesmo.  O estacionamento conveniado fica próximo e a diária é cobrada a parte. 

Acordamos cedinho para já estarmos na rua quando as lojas abrissem.  A pé, fomos primeiro na Zona Cerealista, bem próxima ao Mercado Municipal, onde compramos cereal, castanhas, temperos etc.  Depois, um passeio pelo Mercado Municipal, onde os produtos são um pouco mais caros.  Alguns, até tinham preços bem parecidos que os encontrados em Blumenau, não compensava carregar peso, ainda mais que íamos nas lojas depois.

A 25 de março, que fica próxima ao Mercado, era nosso destino.  Há meses estava querendo ir na Casa Shiva, loja de roupa indiana.  Fiquei feliz da vida com as roupas que comprei, mesmo correndo o risco de ser confundida com uma fã de novela das 8 imitando a Juliana Paes.  Nas lojinhas, também comprei bijuterias e outras quinquilharias.  Nem sempre vale a pena, muitas lojas trabalham com valor mínimo e nem tudo e barato.  O que vale é a emoção.  Cassio também fez suas compras.  

Voltamos ao hotel para pegar nossas coisas e seguimos para outro destino de consumo, porém mais nobre:  Shopping Morumbi.  Nosso objetivo, como bons interioranos, era comer e ver coisas que não encontramos na nossa cidade.  Almoçamos, depois fomos dar uma volta.  Cassio fez a festa na FNAC e Saraiva, a exemplo de quando vamos a Curitiba.  Também matou a vontade de tomar café na Starbuck's.  Para arrematar, antes de irmos embora, fomos fazer um lanche na Ofner.  Adorei as tortas e o sorvete de chocolate sem açúcar.  

Saímos de lá com destino a Blumenau.  O melhor Graal no trajeto é o Buenos Aires, muito legal.       

É muito bom viajar, mas também é ótimo voltar pra casa!

Endereço:

Hotel Uniclass:  Av. Ipiranga, 1152 - Tel.:  (11) 3629-3608



São João Del Rei/MG

clock fevereiro 9, 2009 00:21 by author Julye

Chegamos em São João del Rei debaixo de chuva.  Esperamos um pouco e ela amenizou, então podemos ver um pouco da cidade.  A terra de Tancredo Neves (eu lembro, mas era pequena) tem um centro histórico preservado, grande e bonito, um lugar para conhecermos melhor em outra oportunidade.  Uma pena perceber que a cidade tem um enorme potencial, infelizmente mal explorado.  Era domingo e estava praticamente tudo fechado, não tínhamos o que fazer e onde comer, só encontramos alguns poucos restaurantes de aspecto duvidoso. 

Passamos pelo Teatro Municipal, a Catedral N. Sra. do Pilar, a N. Sra. do Carmo e a N. Sra. das Mercês, mas a cidade tem outras atrações que não pudemos visitar.  Como o tempo não ajudava, seguimos em direção à São Paulo, nosso último destino antes de casa.

A estrada até Lavras é muito ruim, perigosa, pois os motoristas precisam desviar das crateras na pista.  Sobre a condição das estrada, vale ler o post específico.



Tiradentes/MG

clock fevereiro 8, 2009 23:22 by author Julye

Tiradentes, terra natal do famoso inconfidente, tem um centrinho charmoso.  A cidade nos fez lembrar Paraty (segundo a dona da pousada, tiveram o mesmo fundador).  

Ficamos na Pousada Arco-íris, uma boa surpresa e olha que estávamos exigentes já que a última pousada havia sido a de Ouro Preto.  Dona Catarina não deixou a desejar, sobretudo pelo caprichado café que serviu na manhã seguinte:  suco, iogurte, queijos, biscoitos, pão, pão de queijo quentinho. 

No centro, lojinhas, restaurantes, uma praça com charretes estacionadas, oferecendo passeios aos turistas.  Somente em Tiradentes encontramos os desejados queijos e doces que procuramos desde que chegamos no estado.  Lojas especializadas, como a Flor de Lótus, que vendem doce de leite, puro ou com misturas deliciosas (nozes, maracujá, chocolate etc), cocada cremosa, pura ou com misturas, conservas de pimentas, vidros de geléias caseiras e cachaças.  Encontra-se queijo mussarela com tomate seco, mussarela de búfala, provolone, parmesão, entre outros, defumados ou temperados, tanto na Flor de Lótus como na Romeu e Julieta.  Nossa perdição, fizemos uma comprinha e lotamos nossa geladeira.  Segundo os comerciantes, os queijos embalados à vácuo duram de três a cinco dias fora de refrigeração, mas preferimos não arriscar.  

Seguindo a dica do Guia 4 rodas (que certas vezes nos decepcionou), fomos procurar o Chico Doceiro.  Não fica no centro, tão à vista, mas vale a procura.  Quando chegamos estava saindo uma leva fresquinha de canudinhos com doce de leite.  Sempre desconfiei da combinação, já que em Blumenau comemos o canudinho salgado, com maionese de batatas.  A massa é diferente e fica muito bom mesmo!  Não gosto de coisas muito doces e o doce de leite deles é perfeito, leve.  Compramos dois potes de doce de leite pra levar e mais pé-de-moleque, cocada (ótima), brigadeiro e docinho de leite com banana. 

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Congonhas/MG

clock fevereiro 7, 2009 23:08 by author Julye

Deixamos Ouro Preto com destino a Tiradentes, mas antes passamos por Congonhas, destino obrigatório porque lá estão os profetas esculpidos por Aleijadinho.

Paramos no Centro de Informações em busca de um mapa da cidade, que revelou-se desnecessário.  É só seguir as placas rumo à Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, principal (ou única) atração da cidade.  Localizada no alto de um morro, A Basílica, que ganhou o título de patrimônio mundial pela UNESCO, impressiona não apenas pelos doze profetas esculpidos em pedra-sabão por Aleijadinho, mas também por seu belo interior, com teto pintado por Mestre Athayde.  Segundo consta, Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa) foi acometido por uma doença que lhe degenerou os membros, fazendo com que a certa altura trabalhasse com as ferramentas presas ao corpo.  A doença não lhe roubou a genialidade.  Várias peças e projetos de igrejas da região são atribuídos à ele, mas certamente esta obra, os doze profetas, é a mais famosa e impressionante delas.

As seis Capelas dos Passos distribuídas à frente da igreja representam em seu interior a Paixão de Cristo. 

Fomos ainda até a Matriz N. Sra. da Conceição, que não tem grandes atrativos.  O tempo não estava dos melhores e já haviamos visto o que nos levou até a cidade. 

Não encontramos nenhum restaurante que nos agradasse, o único que vimos foi o Cova do Daniel (eu, hein?).  Decidimos esperar e seguimos viagem em direção à Tiradentes.  Há poucas opções pelo caminho, mas achamos um lugar gostoso, o Restaurante Café com Prosa.  A comida é servida em cima de um fogão à lenha e também têm buffet de doces (a cocada cremosa estava ótima!).

         



Ouro Preto/MG

clock fevereiro 7, 2009 09:50 by author Julye

Assim que chegamos na cidade, fomos para a Pousada Burgalhau, um pouco distante do centro, cerca de 500 m.  Não sabia disso, mas já era tarde e decidimos ficar por lá e ver no outro dia o que faríamos.  Estava tudo bem, um quarto honesto (boa relação custo x benefício),  até wi-fi tinha.  Estacionamento também, coisa que nem todas as pousadas têm.  Pela manhã, já nos animamos com o barulho do preparo do café da manhã.  Ficamos imaginando as delícias que um autêntico café mineiro iria nos oferecer.  Tamanha a nossa decepção (grandes expectativas, grandes decepções), quando encontramos alguns poucos pedaços de queijo branco velho, presunto, pão, umas poucas frutas feias, um suco, café e leite.  Era só.  Não podíamos nos submeter aquele café da manhã.   

Estávamos indo para outra pousada e decidimos parar no Centro de Informações para pegar um mapa da cidade.  Este CI é mantido pela Associação dos guias locais e o mapa custa R$ 5,00.  Foi bom termos parado ali, pois eles dispõe dos contatos das pousadas e a tabela de preços promocionais, diferentes dos anunciados.  O atendente telefonou para algumas pousadas e uma delas, a Pousada Ouro Preto, nos agradou muito, mas só teriam resposta de vaga depois do almoço.  Como era caminho da que estávamos indo, passamos lá e, por sorte, um casal estava de saída.  E o preço era ainda menor do que dito pelo atendente (claro).  Enquanto esperávamos, nos serviram bolo de milho e suco!  Só então nos sentimos realmente em Minas.

Pousada Ouro Preto era o que queríamos:  estacionamento, wi-fi, frigobar e o básico (TV, banheiro individual e café da manhã).  Fica próxima ao centro e ainda tem um mimo:  chá das 5 h.  Café, chá, biscoitos, torradas ou bolo.  O café é ótimo, rendendo elogios de uma colombiana que não toma café nacional.  A mesa de café é única e numa das tardes tínhamos como companhia americanos, franceses e australianos.  A pousada foi um dos motivos que fizeram de Ouro Preto o lugar que mais gostamos nesta viagem.  Também foi onde encontramos pão de queijo, até então não havíamos visto um sequer.

Esta viagem à Ouro Preto e arredores era a que mais queria fazer, já há alguns anos.  Não esperava que fosse gostar tanto, superou as minhas expectativas e também as do Cassio (traumatizado com algumas cidades, que se dizem históricas e têm meia dúzia de casas preservadas).    As coisas que mais gosto de fotografar são casas antigas e igrejas (curioso, já que não sou religiosa).  Ouro Preto tem um centro grande, preservado, muitas igrejas, museus, muita coisa para se fazer.  

O centro não é tão grande e é meio complicado andar de carro, não compensa.  Saímos caminhando pela cidade tentando nos organizar de acordo com o mapa que compramos.  Atenção ao horário de visitação das igrejas e museus, alguns lugares só abrem à tarde.  As visitas ao interior das igrejas são pagas (entre R$ 2 e R$ 6,00) e não é permitido fotografar.  Se não for entrar em todas, não deixe de ver ao menos a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, com muitos ornamentos em ouro e onde funciona o Museu de Arca Sacra.  A Matriz impressiona.  A Igreja de São Francisco de Assis conta com obras de Aleijadinho e teto pintado por Mestre Athayde.  A Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia (Mercês de cima) é simples, mas tem boa vista da cidade.  A Igreja de São Francisco de Paula, mais ao alto, também oferece uma boa vista da cidade.  Não visitamos o interior, pois estava fechada.  A Matriz de N. Sra. do Carmo é aquela que aparece nas clássicas imagens de Ouro Preto e o Museu do Oratório funciona ao lado.  Não tínhamos interesse no Museu.  Anexo a Matriz N. Sra. da Conceição funciona o Museu Aleijadinho.  A Igreja Santa Efigênia ou de N.Sra. do Rosário do Alto da Cruz e a Capela N. Sra. do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria ficam mais distantes do centro e é preciso subir uma ladeira íngreme.  A igreja está sendo restaurada e, ao menos enquanto não terminarem, não vale o esforço para visitá-las, já que uma fica no caminho para a outra.  A pousada onde ficamos era logo abaixo da Igreja de N. Sra. das Mercês e Perdões (Mercês de baixo), também fechada.   

 

Igreja Nossa Senhora do Pilar - Ouro Preto - MG;

 

O Museu da Inconfidência (R$ 6,00) é indispensável.  Bonito e bem organizado, dispõe de computadores com recursos interativos onde é possível conhecer um pouco mais da história do movimento e seus personagens.  Em frente, fica o Museu e Ciência e Tecnologia (R$ 5,00), antigo Museu de Mineralogia, anexo a Escola de Minas/UFOP.  O Museu tem uma das maiores coleções do mundo, dividida em setores temáticos, onde estão distribuídas amostras de minério do mundo inteiro, além de equipamentos de mineração e outros objetos relacionados.        

No centro ainda estão a Casa, o Chafariz e o Parque Horto dos ContosTeatro Municipal, as casas dos personagens da Inconfidência, além de outros lugares citados como atrações mas que dispensamos.  Vimos os pontos que consideramos mais importantes. 

Um passeio muito popular é a visita a Mina da Passagem, localizada em Mariana, onde é possível descer as galerias subterrâneas.  Eu passo.

Não encontramos muitas opções de alimentação.  Almoçamos no Restaurante Quinto do Ouro, buffet por quilo com opções da cozinha mineira.  Também tem buffet de sobremesas:  cocada mole, brigadeiro (em Minas, não é de leite condensado), doces de frutas, queijo...  O sobe e desce das ladeiras ameniza a culpa.  

Pão de queijo só encontramos um lugar especializado:  o Cantinho do Pão de Queijo, onde além da versão tradicional, dá pra escolher um recheio:  bacon, musarella, legumes, linguiça, entre outros.

Para tomar um café ou um chocolate quente, a Chocolates Ouro Preto, com duas lojas na cidade, tem algumas opções.  Dispense as trufas (o chocolate é doce e o preço salgado!) e prefira o cone de trufa tradicional da Puro Cacau (sem pensar nas calorias).  A casquinha é de chocolate ao leite, mas o recheio é bom, lembra mais uma trufa.  Ainda assim, revelou-se um mito, como o chocolate de Gramado.  Não é bairrismo, mas chocolate como o da Orion, de Blumenau, não se encontra por aí.  Mas continuaremos tentando, é claro. 

No centro, como não poderia deixar de ser, há muitas lojas que vendem pedras preciosas e semi-preciosas.  Há também lojas especializadas em cachaça, boa opção de lembrança.  Outro lugar legal para compras é a praça dos artesãos, onde o que mais se encontra são peças em pedra sabão e outras pedras utilizadas para a confecção de bijuterias e artigos de decoração.  É possível acompanhar o trabalho dos artesãos, pois alguns deles confeccionam as peças no local.

A cidade abriga a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e uma unidade da CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) e vários dos seus casarios são repúblicas de estudantes.

Subindo a primeira rua antes da Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia chega-se ao Morro de São Sebastião, onde fica um mirante que permite uma vista panorâmica da cidade.  Outro mirante que descobrimos sem querer, por termos nos perdido, foi um que fica dentro do estacionamento da UFOP, próximo ao Departamento de Geologia.  Naquela região fica a Casa dos Inconfidentes, apontada como uma atração, mas classificada por nós como dispensável.  Segundo o professor da UFOP que nos indicou o caminho "é uma casa no meio do mato, uma casa comum..." Depois emendou, não querendo desestimular o turismo local:  "...mas uma casa bonita, naquele estilo barroco, bonita."  Apreciamos a vista e fomos embora.

Ouro Preto e outras cidades da região têm Carnaval e algo que parecia ser um ensaio aconteceu algumas noites em frente à Matriz N. Sra. da Conceição, fazendo o batuque ecoar longe.  

Vale a pena sair à noite e ver as ruas iluminadas.  Pra quem sente muito frio (meu caso), é melhor levar um casaco, porque a temperatura cai à noite e pela manhã.  

Os trechos entre Petrópolis e Arraial e de lá até aqui foram muito cansativos e gostamos tanto de Ouro Preto que decidimos ficar mais um dia.  Com certeza, voltaremos!

Endereços:

Pousada Ouro Preto:  Largo Musicista José dos Anjos Costa, 72 - Tel.:  (31) 3551-3081
Restaurante Quinto do Ouro:  R. Conde de Bobadela, 76
Trem da Vale:  www.tremdavale.org

Outras pousadas:

Pousada Turismo:  R. João Pedro Silva, 111 - Tel.:  (31) 3551-3322
Pousada Bela Vista:  R. Padre Rolim, 964 - Tel.:  (31) 3551-3639
Pousada Dona Denis:  R. São Miguel Arcanjo, 175 - Tel.:  (31) 3551-1947
Pousada Nello Nuno:  R. Camilo de Brito, 59 - Tel.:  (31) 3551-3375

 

       

 



Mariana/MG

clock fevereiro 7, 2009 08:00 by author Julye

Pegamos o trem da Vale em Ouro Preto com destino a Mariana, com saída às 11:00 horas (R$ 30,00 ida e volta por pessoa).  O passeio é bonito e dura cerca de uma hora.  Fomos direto para o centro histórico e pensamos que o tempo seria curto, já que o horário de retorno do trem a Ouro Preto era às 13:00 horas e ameaçava chover.  O centro da cidade é simpático, tem algumas construções históricas, mas nada comparado a Ouro Preto.  

As principais atrações são a Casa de Câmara e Cadeia, atual Câmara de Vereadores, em frente às Igrejas de São Francisco de Assis e N. Sra. do Carmo, a Catedral Basílica da Sé e a Basílica de São Pedro dos Clérigos, esta última erguida sobre um morro e que destoa das demais da cidade e região pela fachada em arenito.

Na cidade fica a Mina da Passagem, mina de ouro desativada onde é possível visitar as galerias subterrâneas.  Eu passo.   

O tempo foi suficiente, já que não paramos para almoçar e retornamos para a estação, pois começou a chover.  Com tempo livre, assistimos ao breve vídeo apresentado no "vagão dos sentidos".  Não sei o motivo do nome, mas se trata apenas de vídeos que somam alguns poucos minutos (amém!) com imagens aleatórias relacionadas à região e com um fundo musical.  A poltrona é confortável.    

O retorno foi pelo mesmo lugar, o que acaba sendo entediante, porque você já viu aquilo tudo antes.  A opção é voltar de ônibus.  Quando estávamos chegando, desabou a maior chuva e esperamos por um táxi (por sorte em frente à estação tem um ponto).  

Os horários do trem mudaram no mesmo de fevereiro, agora a saída de Ouro Preto é às 10:00 horas e o retorno de Mariana às 16:00 horas.  O tempo antes era suficiente, mas assim fica mais tranqüilo.

Endereço:

Trem da Vale:  www.tremdavale.org





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