São Paulo/SP

clock fevereiro 10, 2009 00:26 by author Julye

A Fernão Dias, que liga Tiradentes a são Paulo, é muito boa.  O problema são os motoristas que não sabem andar nela.  Em um trajeto de aproximadamente 350 Km encontramos 6 acidentes.  Em 4 deles, só havia um veículo envolvido.  Sobre as condições das estradas, há um post específico.    

Nosso objetivo em São Paulo era o turismo de compras, digamos assim.  Nos hospedamos no Uniclass, que fica bem próximo a Rua Santa Efigênia.  A construção é antiga (em reformas), mas é bem localizado, a diária é razoável (R$ 100,00 o casal) e prometia o melhor café da manhã da categoria.  Não sei se é, mas era bom mesmo.  O estacionamento conveniado fica próximo e a diária é cobrada a parte. 

Acordamos cedinho para já estarmos na rua quando as lojas abrissem.  A pé, fomos primeiro na Zona Cerealista, bem próxima ao Mercado Municipal, onde compramos cereal, castanhas, temperos etc.  Depois, um passeio pelo Mercado Municipal, onde os produtos são um pouco mais caros.  Alguns, até tinham preços bem parecidos que os encontrados em Blumenau, não compensava carregar peso, ainda mais que íamos nas lojas depois.

A 25 de março, que fica próxima ao Mercado, era nosso destino.  Há meses estava querendo ir na Casa Shiva, loja de roupa indiana.  Fiquei feliz da vida com as roupas que comprei, mesmo correndo o risco de ser confundida com uma fã de novela das 8 imitando a Juliana Paes.  Nas lojinhas, também comprei bijuterias e outras quinquilharias.  Nem sempre vale a pena, muitas lojas trabalham com valor mínimo e nem tudo e barato.  O que vale é a emoção.  Cassio também fez suas compras.  

Voltamos ao hotel para pegar nossas coisas e seguimos para outro destino de consumo, porém mais nobre:  Shopping Morumbi.  Nosso objetivo, como bons interioranos, era comer e ver coisas que não encontramos na nossa cidade.  Almoçamos, depois fomos dar uma volta.  Cassio fez a festa na FNAC e Saraiva, a exemplo de quando vamos a Curitiba.  Também matou a vontade de tomar café na Starbuck's.  Para arrematar, antes de irmos embora, fomos fazer um lanche na Ofner.  Adorei as tortas e o sorvete de chocolate sem açúcar.  

Saímos de lá com destino a Blumenau.  O melhor Graal no trajeto é o Buenos Aires, muito legal.       

É muito bom viajar, mas também é ótimo voltar pra casa!

Endereço:

Hotel Uniclass:  Av. Ipiranga, 1152 - Tel.:  (11) 3629-3608



São João Del Rei/MG

clock fevereiro 9, 2009 00:21 by author Julye

Chegamos em São João del Rei debaixo de chuva.  Esperamos um pouco e ela amenizou, então podemos ver um pouco da cidade.  A terra de Tancredo Neves (eu lembro, mas era pequena) tem um centro histórico preservado, grande e bonito, um lugar para conhecermos melhor em outra oportunidade.  Uma pena perceber que a cidade tem um enorme potencial, infelizmente mal explorado.  Era domingo e estava praticamente tudo fechado, não tínhamos o que fazer e onde comer, só encontramos alguns poucos restaurantes de aspecto duvidoso. 

Passamos pelo Teatro Municipal, a Catedral N. Sra. do Pilar, a N. Sra. do Carmo e a N. Sra. das Mercês, mas a cidade tem outras atrações que não pudemos visitar.  Como o tempo não ajudava, seguimos em direção à São Paulo, nosso último destino antes de casa.

A estrada até Lavras é muito ruim, perigosa, pois os motoristas precisam desviar das crateras na pista.  Sobre a condição das estrada, vale ler o post específico.



Tiradentes/MG

clock fevereiro 8, 2009 23:22 by author Julye

Tiradentes, terra natal do famoso inconfidente, tem um centrinho charmoso.  A cidade nos fez lembrar Paraty (segundo a dona da pousada, tiveram o mesmo fundador).  

Ficamos na Pousada Arco-íris, uma boa surpresa e olha que estávamos exigentes já que a última pousada havia sido a de Ouro Preto.  Dona Catarina não deixou a desejar, sobretudo pelo caprichado café que serviu na manhã seguinte:  suco, iogurte, queijos, biscoitos, pão, pão de queijo quentinho. 

No centro, lojinhas, restaurantes, uma praça com charretes estacionadas, oferecendo passeios aos turistas.  Somente em Tiradentes encontramos os desejados queijos e doces que procuramos desde que chegamos no estado.  Lojas especializadas, como a Flor de Lótus, que vendem doce de leite, puro ou com misturas deliciosas (nozes, maracujá, chocolate etc), cocada cremosa, pura ou com misturas, conservas de pimentas, vidros de geléias caseiras e cachaças.  Encontra-se queijo mussarela com tomate seco, mussarela de búfala, provolone, parmesão, entre outros, defumados ou temperados, tanto na Flor de Lótus como na Romeu e Julieta.  Nossa perdição, fizemos uma comprinha e lotamos nossa geladeira.  Segundo os comerciantes, os queijos embalados à vácuo duram de três a cinco dias fora de refrigeração, mas preferimos não arriscar.  

Seguindo a dica do Guia 4 rodas (que certas vezes nos decepcionou), fomos procurar o Chico Doceiro.  Não fica no centro, tão à vista, mas vale a procura.  Quando chegamos estava saindo uma leva fresquinha de canudinhos com doce de leite.  Sempre desconfiei da combinação, já que em Blumenau comemos o canudinho salgado, com maionese de batatas.  A massa é diferente e fica muito bom mesmo!  Não gosto de coisas muito doces e o doce de leite deles é perfeito, leve.  Compramos dois potes de doce de leite pra levar e mais pé-de-moleque, cocada (ótima), brigadeiro e docinho de leite com banana. 

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Congonhas/MG

clock fevereiro 7, 2009 23:08 by author Julye

Deixamos Ouro Preto com destino a Tiradentes, mas antes passamos por Congonhas, destino obrigatório porque lá estão os profetas esculpidos por Aleijadinho.

Paramos no Centro de Informações em busca de um mapa da cidade, que revelou-se desnecessário.  É só seguir as placas rumo à Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, principal (ou única) atração da cidade.  Localizada no alto de um morro, A Basílica, que ganhou o título de patrimônio mundial pela UNESCO, impressiona não apenas pelos doze profetas esculpidos em pedra-sabão por Aleijadinho, mas também por seu belo interior, com teto pintado por Mestre Athayde.  Segundo consta, Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa) foi acometido por uma doença que lhe degenerou os membros, fazendo com que a certa altura trabalhasse com as ferramentas presas ao corpo.  A doença não lhe roubou a genialidade.  Várias peças e projetos de igrejas da região são atribuídos à ele, mas certamente esta obra, os doze profetas, é a mais famosa e impressionante delas.

As seis Capelas dos Passos distribuídas à frente da igreja representam em seu interior a Paixão de Cristo. 

Fomos ainda até a Matriz N. Sra. da Conceição, que não tem grandes atrativos.  O tempo não estava dos melhores e já haviamos visto o que nos levou até a cidade. 

Não encontramos nenhum restaurante que nos agradasse, o único que vimos foi o Cova do Daniel (eu, hein?).  Decidimos esperar e seguimos viagem em direção à Tiradentes.  Há poucas opções pelo caminho, mas achamos um lugar gostoso, o Restaurante Café com Prosa.  A comida é servida em cima de um fogão à lenha e também têm buffet de doces (a cocada cremosa estava ótima!).

         



Ouro Preto/MG

clock fevereiro 7, 2009 09:50 by author Julye

Assim que chegamos na cidade, fomos para a Pousada Burgalhau, um pouco distante do centro, cerca de 500 m.  Não sabia disso, mas já era tarde e decidimos ficar por lá e ver no outro dia o que faríamos.  Estava tudo bem, um quarto honesto (boa relação custo x benefício),  até wi-fi tinha.  Estacionamento também, coisa que nem todas as pousadas têm.  Pela manhã, já nos animamos com o barulho do preparo do café da manhã.  Ficamos imaginando as delícias que um autêntico café mineiro iria nos oferecer.  Tamanha a nossa decepção (grandes expectativas, grandes decepções), quando encontramos alguns poucos pedaços de queijo branco velho, presunto, pão, umas poucas frutas feias, um suco, café e leite.  Era só.  Não podíamos nos submeter aquele café da manhã.   

Estávamos indo para outra pousada e decidimos parar no Centro de Informações para pegar um mapa da cidade.  Este CI é mantido pela Associação dos guias locais e o mapa custa R$ 5,00.  Foi bom termos parado ali, pois eles dispõe dos contatos das pousadas e a tabela de preços promocionais, diferentes dos anunciados.  O atendente telefonou para algumas pousadas e uma delas, a Pousada Ouro Preto, nos agradou muito, mas só teriam resposta de vaga depois do almoço.  Como era caminho da que estávamos indo, passamos lá e, por sorte, um casal estava de saída.  E o preço era ainda menor do que dito pelo atendente (claro).  Enquanto esperávamos, nos serviram bolo de milho e suco!  Só então nos sentimos realmente em Minas.

Pousada Ouro Preto era o que queríamos:  estacionamento, wi-fi, frigobar e o básico (TV, banheiro individual e café da manhã).  Fica próxima ao centro e ainda tem um mimo:  chá das 5 h.  Café, chá, biscoitos, torradas ou bolo.  O café é ótimo, rendendo elogios de uma colombiana que não toma café nacional.  A mesa de café é única e numa das tardes tínhamos como companhia americanos, franceses e australianos.  A pousada foi um dos motivos que fizeram de Ouro Preto o lugar que mais gostamos nesta viagem.  Também foi onde encontramos pão de queijo, até então não havíamos visto um sequer.

Esta viagem à Ouro Preto e arredores era a que mais queria fazer, já há alguns anos.  Não esperava que fosse gostar tanto, superou as minhas expectativas e também as do Cassio (traumatizado com algumas cidades, que se dizem históricas e têm meia dúzia de casas preservadas).    As coisas que mais gosto de fotografar são casas antigas e igrejas (curioso, já que não sou religiosa).  Ouro Preto tem um centro grande, preservado, muitas igrejas, museus, muita coisa para se fazer.  

O centro não é tão grande e é meio complicado andar de carro, não compensa.  Saímos caminhando pela cidade tentando nos organizar de acordo com o mapa que compramos.  Atenção ao horário de visitação das igrejas e museus, alguns lugares só abrem à tarde.  As visitas ao interior das igrejas são pagas (entre R$ 2 e R$ 6,00) e não é permitido fotografar.  Se não for entrar em todas, não deixe de ver ao menos a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, com muitos ornamentos em ouro e onde funciona o Museu de Arca Sacra.  A Matriz impressiona.  A Igreja de São Francisco de Assis conta com obras de Aleijadinho e teto pintado por Mestre Athayde.  A Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia (Mercês de cima) é simples, mas tem boa vista da cidade.  A Igreja de São Francisco de Paula, mais ao alto, também oferece uma boa vista da cidade.  Não visitamos o interior, pois estava fechada.  A Matriz de N. Sra. do Carmo é aquela que aparece nas clássicas imagens de Ouro Preto e o Museu do Oratório funciona ao lado.  Não tínhamos interesse no Museu.  Anexo a Matriz N. Sra. da Conceição funciona o Museu Aleijadinho.  A Igreja Santa Efigênia ou de N.Sra. do Rosário do Alto da Cruz e a Capela N. Sra. do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria ficam mais distantes do centro e é preciso subir uma ladeira íngreme.  A igreja está sendo restaurada e, ao menos enquanto não terminarem, não vale o esforço para visitá-las, já que uma fica no caminho para a outra.  A pousada onde ficamos era logo abaixo da Igreja de N. Sra. das Mercês e Perdões (Mercês de baixo), também fechada.   

 

Igreja Nossa Senhora do Pilar - Ouro Preto - MG;

 

O Museu da Inconfidência (R$ 6,00) é indispensável.  Bonito e bem organizado, dispõe de computadores com recursos interativos onde é possível conhecer um pouco mais da história do movimento e seus personagens.  Em frente, fica o Museu e Ciência e Tecnologia (R$ 5,00), antigo Museu de Mineralogia, anexo a Escola de Minas/UFOP.  O Museu tem uma das maiores coleções do mundo, dividida em setores temáticos, onde estão distribuídas amostras de minério do mundo inteiro, além de equipamentos de mineração e outros objetos relacionados.        

No centro ainda estão a Casa, o Chafariz e o Parque Horto dos ContosTeatro Municipal, as casas dos personagens da Inconfidência, além de outros lugares citados como atrações mas que dispensamos.  Vimos os pontos que consideramos mais importantes. 

Um passeio muito popular é a visita a Mina da Passagem, localizada em Mariana, onde é possível descer as galerias subterrâneas.  Eu passo.

Não encontramos muitas opções de alimentação.  Almoçamos no Restaurante Quinto do Ouro, buffet por quilo com opções da cozinha mineira.  Também tem buffet de sobremesas:  cocada mole, brigadeiro (em Minas, não é de leite condensado), doces de frutas, queijo...  O sobe e desce das ladeiras ameniza a culpa.  

Pão de queijo só encontramos um lugar especializado:  o Cantinho do Pão de Queijo, onde além da versão tradicional, dá pra escolher um recheio:  bacon, musarella, legumes, linguiça, entre outros.

Para tomar um café ou um chocolate quente, a Chocolates Ouro Preto, com duas lojas na cidade, tem algumas opções.  Dispense as trufas (o chocolate é doce e o preço salgado!) e prefira o cone de trufa tradicional da Puro Cacau (sem pensar nas calorias).  A casquinha é de chocolate ao leite, mas o recheio é bom, lembra mais uma trufa.  Ainda assim, revelou-se um mito, como o chocolate de Gramado.  Não é bairrismo, mas chocolate como o da Orion, de Blumenau, não se encontra por aí.  Mas continuaremos tentando, é claro. 

No centro, como não poderia deixar de ser, há muitas lojas que vendem pedras preciosas e semi-preciosas.  Há também lojas especializadas em cachaça, boa opção de lembrança.  Outro lugar legal para compras é a praça dos artesãos, onde o que mais se encontra são peças em pedra sabão e outras pedras utilizadas para a confecção de bijuterias e artigos de decoração.  É possível acompanhar o trabalho dos artesãos, pois alguns deles confeccionam as peças no local.

A cidade abriga a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e uma unidade da CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) e vários dos seus casarios são repúblicas de estudantes.

Subindo a primeira rua antes da Igreja de N. Sra. das Mercês e Misericórdia chega-se ao Morro de São Sebastião, onde fica um mirante que permite uma vista panorâmica da cidade.  Outro mirante que descobrimos sem querer, por termos nos perdido, foi um que fica dentro do estacionamento da UFOP, próximo ao Departamento de Geologia.  Naquela região fica a Casa dos Inconfidentes, apontada como uma atração, mas classificada por nós como dispensável.  Segundo o professor da UFOP que nos indicou o caminho "é uma casa no meio do mato, uma casa comum..." Depois emendou, não querendo desestimular o turismo local:  "...mas uma casa bonita, naquele estilo barroco, bonita."  Apreciamos a vista e fomos embora.

Ouro Preto e outras cidades da região têm Carnaval e algo que parecia ser um ensaio aconteceu algumas noites em frente à Matriz N. Sra. da Conceição, fazendo o batuque ecoar longe.  

Vale a pena sair à noite e ver as ruas iluminadas.  Pra quem sente muito frio (meu caso), é melhor levar um casaco, porque a temperatura cai à noite e pela manhã.  

Os trechos entre Petrópolis e Arraial e de lá até aqui foram muito cansativos e gostamos tanto de Ouro Preto que decidimos ficar mais um dia.  Com certeza, voltaremos!

Endereços:

Pousada Ouro Preto:  Largo Musicista José dos Anjos Costa, 72 - Tel.:  (31) 3551-3081
Restaurante Quinto do Ouro:  R. Conde de Bobadela, 76
Trem da Vale:  www.tremdavale.org

Outras pousadas:

Pousada Turismo:  R. João Pedro Silva, 111 - Tel.:  (31) 3551-3322
Pousada Bela Vista:  R. Padre Rolim, 964 - Tel.:  (31) 3551-3639
Pousada Dona Denis:  R. São Miguel Arcanjo, 175 - Tel.:  (31) 3551-1947
Pousada Nello Nuno:  R. Camilo de Brito, 59 - Tel.:  (31) 3551-3375

 

       

 



Mariana/MG

clock fevereiro 7, 2009 08:00 by author Julye

Pegamos o trem da Vale em Ouro Preto com destino a Mariana, com saída às 11:00 horas (R$ 30,00 ida e volta por pessoa).  O passeio é bonito e dura cerca de uma hora.  Fomos direto para o centro histórico e pensamos que o tempo seria curto, já que o horário de retorno do trem a Ouro Preto era às 13:00 horas e ameaçava chover.  O centro da cidade é simpático, tem algumas construções históricas, mas nada comparado a Ouro Preto.  

As principais atrações são a Casa de Câmara e Cadeia, atual Câmara de Vereadores, em frente às Igrejas de São Francisco de Assis e N. Sra. do Carmo, a Catedral Basílica da Sé e a Basílica de São Pedro dos Clérigos, esta última erguida sobre um morro e que destoa das demais da cidade e região pela fachada em arenito.

Na cidade fica a Mina da Passagem, mina de ouro desativada onde é possível visitar as galerias subterrâneas.  Eu passo.   

O tempo foi suficiente, já que não paramos para almoçar e retornamos para a estação, pois começou a chover.  Com tempo livre, assistimos ao breve vídeo apresentado no "vagão dos sentidos".  Não sei o motivo do nome, mas se trata apenas de vídeos que somam alguns poucos minutos (amém!) com imagens aleatórias relacionadas à região e com um fundo musical.  A poltrona é confortável.    

O retorno foi pelo mesmo lugar, o que acaba sendo entediante, porque você já viu aquilo tudo antes.  A opção é voltar de ônibus.  Quando estávamos chegando, desabou a maior chuva e esperamos por um táxi (por sorte em frente à estação tem um ponto).  

Os horários do trem mudaram no mesmo de fevereiro, agora a saída de Ouro Preto é às 10:00 horas e o retorno de Mariana às 16:00 horas.  O tempo antes era suficiente, mas assim fica mais tranqüilo.

Endereço:

Trem da Vale:  www.tremdavale.org



Porto Seguro – Arraial d’Ajuda – Trancoso/BA

clock fevereiro 3, 2009 06:12 by author julye

Arraial d'Ajuda 

Estive em Arraial d’Ajuda há seis anos e adorei o jeito descontraído do lugar.  Arraial é a melhor opção para quem quer fugir das excursões de Porto Seguro (ou “turminha xãnxaine” (sunshine), como um guia convocou seus seguidores na Cidade Alta, fazendo questão de salientar que era mesmo “xãn”, não “sun”) e dos preços de Trancoso, preferida das celebridades. 

Porto Seguro é o destino mais conhecido (e por isso está saturada) e o que tem de mais bonito é a Cidade Alta.  Trancoso até pode ter praias mais bonitas e tranqüilas, mas no fim das contas, Arraial nos agrada mais.  Tem a maior concentração de dreadlocks que eu já vi, convivendo pacificamente com franceses, espanhóis, alemães…  pessoas de todas as idades e nacionalidades.  A impressão que dá é que ninguém ali trabalha, que aquela é a rotina de todos.  É um lugar pra esquecer do mundo.

Assim como Trancoso, Arraial d’Ajuda é distrito de Porto Seguro.  Tem várias pousadas, localizadas no centro ou na praia.  No centro, é possível encontrar diárias mais baratas.  Chegando em Arraial d’Ajuda, procuramos a Pousada do Campo, onde eu já havia estado e, além de não ser das mais caras (R$ 100,00 o casal), é bem localizada, organizada e tem rede na sacada individual.  Além disso, por não ser térrea, é mais segura para deixar o equipamento fotográfico do Cássio no quarto.  A pousada fica na rua de entrada da cidade e nos fundos dela a praça onde ficam as barraquinhas que vendem artesanato, bijuterias, bebidas, acarajé etc. 

Mais adiante, a Rua de Mucugê, que intitulam “a rua mais charmosa do Brasil”.  Desconfio que seja verdade.  Um dos motivos que fazem Arraial tão especial é justamente ela.  Durante o dia, poucas lojas abrem, mas começa a noite e as luzes se acendem e começa o movimento nos becos com lojinhas coloridas, dividindo espaço com pousadas, nos restaurantes, sorveterias etc.

Arraial tem opções de hospedagem e alimentação para todos os gostos e bolsos:  churrasco, pizza, comida italiana, além de charmosos restaurantes a la carte ao ar livre, em meio às árvores da rua do Mucugê.  As Sorveterias Mucugê e do Coelhinho ficam nesta mesma rua e a primeira tem opções de sorvetes e picolés feitos de frutas regionais.  Na vez anterior, a Sorveteria Mucugê me causou dois quilos a mais.  Agora, prefiro a do Coelhinho (sorvete de brigadeiro e de Tiramissu!).  Jantamos no Dom, um beirute de guacamole com ricota, mussarela, cenoura no pão sírio torrado e quentinho.  Outra boa opção são os famosos PFs do Paulo Pescador.  E ainda tem o acarajé na praça, açaí, sucos das frutas regionais etc.

Não sabiamos que lá não adotavam o horário de verão e temos o hábito de acordar cedo, então descemos para o café da manhã pontualmente às 7:30 h (nosso horário) encontrando a cozinheira chegando para prepará-lo (afinal, 6:30 h). 

Depois do café, descemos até a praia de Mucugê, passamos pela praia do Parracho e fizemos uma caminhada até Pitinga, a mais bonita das três.  Em todas as praias as barracas oferecem mesas, espreguiçadeiras e guarda-sóis, algumas funcionam com sistema de consumação mínima.  Pitinga é mais bonita pela visão das falésias e a melhor para banho, além da vantagem de ter menos ambulantes.  É possível alugar cavalos para fazer uma cavalgada pela areia.  Nas praias do Parracho e de Mucugê, quando a maré baixa, expõe os corais e é possível andar por eles mar adentro.  A praia mais bonita de Arraial é Taípe, cercada de falésias, que fica no caminho para Trancoso, pela estrada de terra.  

Em Arraial d’Ajuda também funciona o Arraial d’Ajuda Eco Parque, um parque aquático à beira-mar, muito bonito, com piscinas, ondas artificiais, escorregadores, brinquedos e estrutura de alimentação.  Na outra vez em que estive na cidade, fui ao parque.  É bom reservar um dia inteiro para isso.

Porto Seguro

Para ir a Porto Seguro, pegamos a balsa.  A principal atração de Porto Seguro é a Cidade Alta, o centro histórico.  O guia (pago por pessoa) é opcional, dispensamos.  Melhor andar sozinho e tudo é auto-explicativo.  A vista é muito bonita, é possível observar pela diferença na cor da água como tem corais no local.  Na barraca onde estivemos, o atendimento era tão frio que nos fazia esquecer que estávamos na Bahia. 

Fomos a Santa Cruz de Cabrália e voltamos para jantar em Porto Seguro, na Passarela do Álcool.  Jantamos no Recanto dos Prazeres, ao ar livre, uma pizza ótima, que veio em poucos minutos e com um atendimento perfeito.  Depois passeamos pelas lojinhas, um conjunto de casas antigas que divide espaço com as barracas da Passarela.  Diferente do que pensávamos, não se vende só bebida, mas também artesanato, bijuterias etc.  O rapaz de uma das barracas ofereceu para o Cassio "provar" uma caipirinha, com um estranho português com sotaque estrangeiro (coisa curiosa observada em várias oportunidades, as pessoas acham que o importante não é a língua, mas a sonoridade).  Quando ele respondeu que era brasileiro, os colegas da barraca ao lado riram do rapaz, que justificou "mas ele parece alemão".

A balsa de volta a Arraial d'Ajuda é cobrada pelo número de ocupantes do veículo.  Em alguns horários a travessia fica congestionada, pode demorar horas (segundo locais).  Como fomos depois do almoço e voltamos lá pelas 22:00 h, não pegamos fila.

Para quem gosta, há vários bares nas praias sentido Santa Cruz de Cabrália que são verdadeiros complexos do axé.  Para quem ignora, Porto Seguro é isso:  Cidade Alta e Passarela do Álcool. 

Santa Cruz de Cabrália

Santa Cruz fica ao lado de Porto Seguro e merece a visita a praia da Coroa Vermelha, onde foi celebrada a 1a missa do Brasil (não por este motivo, claro).  No local, um corredor de barracas vende artesanato indígena.  A praia é muito bonita, dependendo da maré, abre-se um faixa de areia que permite que se ande mar adentro, tendo uma vista legal das praias.

Trancoso

Em plena segunda-feira, saímos pela manhã com destino à Praia do Espelho, há anos apontada pela revista 4 rodas como a mais bonita do Brasil.  Pegamos a estrada de terra, parando em Taípe, de longe, a praia mais bonita de Arraial.  Mais reservada também, porque o caminho desencoraja:  cerca de 20 km de estrada de terra esburacada.  Mas vale muito a pena.  No lugar tem um restaurante, com árvores para fugir do sol. 

 

Praia do Espelho

 

Continuamos até a praia do Espelho e deixamos Trancoso para a volta.  A estrada é muito ruim, pra quem não se importa de sacolejar até lá.  Chegamos no estacionamento da Pousada e Restaurante Recanto do Espelho (R$ 10,00/dia) e nos alojamos numa confortável espreguiçadeira à beira-mar, debaixo de palmeiras.  Detalhe:  o restaurante cobra R$ 40,00 de consumação mínima por pessoa.  Como a pessoa que nos recebeu não mencionou isso, conseguimos ficar por lá com consumação livre.  O lugar é perfeito para começar/voltar a beber e o Cassio rompeu sua abstinência, tomando caipirinha e batida (ótimas).  Desconfio de títulos como "a mais...".  Basta dizer que a Praia do Espelho é linda e compensa a dificuldade para chegar nela.

Em Trancoso, fomos apenas na praia dos Nativos.  Paramos no Uxua Praia Bar para outra batida.  Sentamos em uma mesa, único lugar que tinha disponível, as espreguiçadeiras estavam lotadas.  O garçom disse que como era tarde, dava para dispensar a consumação mínima.  Fala sério!  Para as espreguiçadeiras até vá lá, mas consumação mínima para sentar em uma mesa????  Como era dia de Iemanjá e tinha um grupo de turistas, estava acontecendo uma apresentação de capoeira e uma espécie de cerimônia para a "rainha do mar".  A exemplo de Arraial, na praia também alugam cavalos.  Trancoso tem vários quilômetros de praia e vale a caminhada para ter a sensação de praia deserta.  Desta vez, já estávamos castigados o suficiente pelo sol, mas na outra vez em que estive na cidade passei o dia em Trancoso e pude comprovar que as praias são mesmo bonitas.  É sair no sentido da praia do Espelho e caminhar, caminhar... 

Fomos até o Quadrado (que na verdade é um retângulo) com lojinhas e restaurantes nas casinhas coloridas, com mesas ao ar livre.  Em um dos lados, a Igreja de São João Batista e atrás dela é possível ter a clássica vista da praia.  Como a Tua de Mucugê, a coisa acontece à noite.  Não se deixe enganar pela aparência, em Arraial e Trancoso, mesmo as coisas que parecem simples podem ser caras.  No Quadrado estão instaladas algumas lojas de grifes como Lenny e Cheia de Graça.

Voltamos a Arraial pela BA 001, estrada asfaltada, muito boa.  Também, depois da estrada de terra para a Praia do Espelho, queríamos asfalto! 

Deixamos Arraial já com vontade de voltar...

Endereço:

Pousada do Campo:  R. do Campo, 344 - Tel.:  (73) 3575-1140/3575-2075

Dom:  Rua Mucugê, 125, lj. 08   

Outras pousadas:

Pousada Asterix:  Praça Carlos Alberto Parracho, s/n – Tel.:  (73) 3575-1667 
Arraial d’Ajuda Hostel:  R. do Campo,  94  
Apartamentos do Michel:  R. Nova, 76 – Tel.:  (73) 3575-3980 
Aparth Beira do Céu:  R. Fábio Messias Nobre, 35 - (73) 3575-1902 
Eko's Pousada:  R. Fábio Messias Nobre, 09 – Tel.:  (73) 3575-1491 
Pousada Cabo Verde:  Alameda dos Flamboyants, 222 - (73) 3575-2802 
Pousada do Carlos:  Praça Carlos Alberto Parracho, 75 - (73) 3575-1070 
Pousada do Mel:  Praça Carlos Alberto Parracho, 29 – Tel.:  (73) 3575-1728 
Pousada Lá na Magia:  R. das Amendoeiras, 11 – Tel.:  (73) 3575-1332  
Pousada Porto Fino:  R. Barcelona, 5 – Tel.:  (73) 3575-1983 
Pousada Ivy Marey:  R. de Mucugê, 144 – Tel.:  (73) 3575-3350 
Pousada Olhar da Sereia:  R. de Mucugê, 135 – Tel.:  (73) 3575-1292


Petrópolis/RJ

clock janeiro 30, 2009 12:25 by author Julye

Nosso objetivo era ir até São Tomé das Letras e seguir pelas cidades históricas de Minas e, ao final, chegar a Arraial d’Ajuda.  Como a estrada para Cunha estava fechada por causa da queda de uma barreira, seguimos em direção a Angra dos Reis.  Já que a previsão é de chuva até sábado, com sol somente da Bahia para cima, decidimos inverter a ordem dos fatores, trocando o roteiro de ida pelo de volta.  Decidimos ir a Petrópolis primeiro, depois até Arraial para, só então, retornar por Minas.

Almoçamos na Casa do Mamão, um posto de combustíveis em Piraí, “a terra da macadâmia”.  Para minha frustração, o preço da macadâmia era o mesmo de Blumenau. 

A estrada para Petrópolis é muito bonita e encontramos um tesouro numa parada chamada O Queijão.  Além dos deliciosos queijos mineiros, descobrimos os sorvetes da Garoto:  Talento, Opereta, Batom…   Nossa esperança era encontrar os sorvetes também em Petrópolis, mas sequer conheciam.  Como seguiremos em direção à Vitória (terra da Garoto), esperamos encontrar pelo caminho.   

Em Petrópolis, ficamos na Pousada Casa Pôr do Sol (R$ 110,00 a diária para o casal).  Quando pesquisava para a viagem, descobri que a hospedagem na cidade é cara.  O simpático proprietário, “seu” Manuel, preparou um roteiro com as atrações obrigatórias, mais ou menos as mesmas que já haviamos destacado em nossa pesquisa.

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Paraty/RJ

clock janeiro 27, 2009 07:35 by author Julye

 

Saimos de Caraguá às 08:00 horas e chegamos em Paraty por volta de 11:00 horas.  Descarregamos as coisas na Pousada Lua Nova, que eu já conhecia, tem uma boa relação custo X benefício e fica próxima ao centro histórico.

Fomos dar uma volta no centro até a hora do almoço.  O Cassio ficou impressionado, pois pensava que Paraty era dessas cidades que se denominam históricas mas têm apenas 2 ou 3 prédios preservados.  Das cidades históricas que visitei até agora, é a minha favorita (até agora, porque não sei o que vem pela frente).  Muitos lugares só abrem à noite.

Almoçamos no Grão da Terra, restaurante com opções ovo-lacto e veganas, que fica há duas casas da pousada.  O cardápio do dia era lasanha de berinjela à bolonhesa (de soja) ou quiche de abobrinha e tomate seco, com arroz integral, caldinho de lentilha e salada.  Pedimos um prato de cada para podermos provar dos dois.  Ótimos, mas gostamos ainda mais da quiche.  O restaurante serve ainda sucos variados, com combinações de frutas e hortaliças.  De sobremesa, sorvetes com cardamomo e outros ingredientes inesperados.  Não nos aventuramos nos sorvetes, preferimos garimpar a sobremesa em outro lugar.  O preço é salgado para um PF vegetariano, nossa conta deu R$ 52,00.  No centro histórico descobrimos que este é o preço de filé mignon com vinho argentino para duas pessoas.  É ilusão pensar que comida sem carne é mais barata, mas como em Blumenau não tem e não é sempre que encontramos um restaurante vegetariano, vale a pena.  Voltando ao restaurante, como tem wi-fi, pedimos a senha e o engraçado foi que o proprietário veio perguntar ao Cassio se estava funcionando, em inglês.  Como eu havia previsto, isto aconteceu também na praça, quando um guia veio perguntar de onde ele era, em alemão, ouvindo a resposta em português.  Com essa estampa e como vamos ainda em outros destinos populares entre estrangeiros, certamente acontecerá de novo.  Enquanto não cobrarem de nós três vezes o preço normal, tudo bem.

À tarde, continuamos nossa caminhada pelo centro histórico.  Como as pedras são irregulares, é bom usar um calçado que fique firme nos pés, como uma papete ou tênis.  Fui de Havaianas e ela escorregava às vezes.  No centro tem muitas lojinhas com arte, artesanato, roupas e empórios onde o produto principal é a cachaça.  Até geléia de cachaça se encontra aqui.  Com um mapa encontrado no centro de informações, na entrada da cidade, fica mais fácil saber os nomes das construções, mas encontrá-las é fácil.  Estive lá duas vezes, mas conheci só uma praia.  Desta vez, até tinhamos planejado das uma volta nas praias, mas o mau tempo não ajudou.  Na próxima, já temos o que fazer.  Para quem gosta, também há passeios de barco.

Paramos no Restaurante Coupê, ao lado da Praça da Matriz, onde se localiza a igreja de mesmo nome.  No cardápio, uma iguaria gastro-erótica:  punheta de bacalhau.  Perguntei o que era e a garçonete virou-se para dentro do restaurante e perguntou o que era a tal punheta de bacalhau.  Ainda bem que ela disse o nome completo do prato.  Enfim, estava na seção de “pães e patês”, “ora, pois”. 

O clima estava instável:  nublado, mas quente e choveu no fim do dia.  Passamos no Supermercado Rosado e abastecemos a geladeirinha para o trajeto de amanhã, até São Tomé das Letras.  

Endereços:

Pousada Lua Nova - R. Mal. Deodoro, s/n - Tel.:  (24) 3371-2345/9821-2380

Grão da Terra - R. Mal Deodoro, 10 - Tel.:  (24) 3371-8627

Outras pousadas:

Pousada Marendaz:  R. Dr. Derly Ellena, 09 – Tel.:  (24) 3371-1369
Pousada Solar do Algarve:  R. Derly Ellena, 28 - Tel.:  (24) 3371-1173  
Azaléia Pousada:  Praça João Miranda, 13 – Tel.:  (24) 3371-1409
Pousada Coco Verde:  R. Rua João Luiz do Rosário, 03 – Tel.:  (24) 3371-1039  
Gil’s Suítes:  R. João Claudino, 12 – Tel.:  (24) 3371-6227  
Pousada do imperador:  Av. Nossa Senhora dos Remédios, 27 – Tel.:  (24) 3371-1413  
Pousada Gabriela:  R. Presidente Pedreira, 20 B – Tel.:  (24) 3371-1614/3371-1066
Pousada Parque Imperial:  R. Waldemar Mathias, 41 – Tel.:  (24) 3371-3118

 



Caraguatatuba/SP

clock janeiro 26, 2009 07:29 by author Julye

Saimos de Blumenau pouco antes das 07:00 horas, almoçamos no Graal de Registro/SP e depois fizemos uma parada em São Paulo.  Chegamos em Caraguatatuba por volta das 19:00 horas e ficamos hospedados na casa do nosso amigo Alu.  À noite, fomos dar uma caminhada e comer esfihas no Al Badah, na avenida da praia.

Caraguá é bem movimentada, acontecem vários shows nacionais e internacionais na praia, tem várias opções de lazer e, o que é melhor, fica próxima a Ilhabela, Ubatuba, São Sebastião, entre outras cidades.  Há dois anos passamos uma semana por lá, visitamos as cidades vizinhas e esticamos até Paraty e Angra dos Reis.  Gostei tanto que estou voltando.